O crudivorismo só é questionado como uma alimentação completa para os humanos pelo fato de os alimentos que não são de origem animal não conterem vitamina B12, uma vitamina essencial e vital para os processos metabólicos. Veja o que as pesquisas dizem: “A vitamina B12 só é encontrada nos alimentos de origem animal, ela é produzida no nosso intestino delgado em quantidade insuficiente para as nossas necessidades, ela também é produzida no intestino grosso mas não é absorvida, existe em vários vegetais apenas uma cópia que não tem o mesmo efeito da vitamina B12 dos alimentos de origem animal, mas o animal também não tem esta vitamina. Ela é produzida no intestino dos animais, é o subproduto do metabolismo das bactérias, fungos que o animal come porque não pode lavar seus alimentos e acabam ingerindo estes microorganismo juntos, e como o homem higieniza seus alimentos ele não os ingere. Outras pesquisas já dizem que os equipamentos usados não tem precisão para um análise desta dimensão.” Raciocine comigo, como o ovo e a carne de uma galinha criada confinada pode ter vitamina B12 se ela nunca viu a luz do dia, como pode a carne do frango de granja ter B12 se nunca teve contato com estes microorganismos, como a carne do porco pode ter B12 se são confinados e como o Boi que não come capim, onde tem o microorganismo, igual na Europa e USA, são alimentados com ração pode ter B12. Estas informações são conflitantes demais e a ciência não tem tecnologia para conhecer todos os micronutrientes dos alimentos, portanto melhor confiar nas leis naturais que vem sendo testada há milhares de anos. Se está é a única advertência que impede o crudivorismo de ser uma alimentação completa, já pode-se considerá-lo a alimentação padrão da humanidade.
DESAFIO À CIÊNCIA – PRÓ-BIÓTICOS X ENZIMAS
As pesquisas científicas afirmam que o nosso organismo precisa de bactérias pró-bióticas para a digestão dos alimentos, estás são as bactérias boas e auxiliam no processo metabólico. Em contrapartida temos as bactérias patogênicas que também atuam em nosso organismo e são responsáveis por inúmeras doenças porque o subproduto do seu metabolismo é tóxico para o ser humano.
Pelas minhas experiência e observação da natureza cheguei a conclusão que a ciência tem uma análise distorcida da realidade. O nosso organismo não precisa de bactérias para atuar no processo digestivo, elas só existem no nosso organismo porque existem na natureza e o nosso organismo aprendeu a conviver com elas e também com o subproduto do metabolismo delas de tal forma que a ciência comete um engano em entender que elas são úteis no processo digestivo. Entendo que quando ingerimos alimentos a digestão inicia na boca onde não atua bactérias digestivas mas enzimas e com a mastigação deixamos o alimento em estado onde ele passa por um processo de autodigestão e neste estágio as bactérias não tem utilidade alguma. Quando o alimento começa a ficar desvitalizado, passar do estado vivo para o estado morto, perder enzimas, sais minerais, vitaminas as bactérias começam a atuar. No primeiro estágio de decomposição entram as bactérias pró-bióticas e em um estágio mais avançado de putrefação as bactérias patogênicas atuam. O ambiente do nosso intestino que vai determina a predominância destas bactérias. Mas não que alguma delas seja benéfica ao nosso corpo, elas simplesmente estão fazendo o trabalho que deveria ser feito fora do corpo se não ingerirmos alimentos desvitalizados e que nosso corpo possa eliminar antes de entrar em estado de putrefação. Geralmente temos as duas bactérias em nosso organismo porque nos alimentamos de comida morta mas nosso corpo não precisa delas, elas estão simplesmente fazendo o trabalho de decompor o alimento em estado de putrefação no nosso intestino. Quando alimentamos de alimentos vivos, crus onde as enzimas, os sais minerais, vitaminas etc estão presente da forma em que a natureza os configurou para que a vida pudesse existir não há a necessidade de bactérias, porque com a mastigação eles auto decompõe em micronutrientes que o nosso corpo absorve para os processos vitais. Alimentos crus, vivos ficam pouco tempo no trato intestinal e logo após a autodigestão já começam a ser eliminado impedindo que eles permaneçam no nosso corpo por mais tempo e desta forma as bactérias não atuam em nosso corpo mas fora dele, fazendo o seu trabalho de reciclagem e perpetuação da vida.
Observe uma semente quando é colocada para germinar, ela passa por um processo de autotransformação, de macro para micronutrientes e se torna potencializada. Neste processo nenhuma bactéria participou e se for plantada continuará evoluindo até se transformar em uma árvore e nenhuma bactéria atuou dentro do corpo desta árvore. Da mesma forma que as árvores, não precisamos de bactérias dentro do nosso corpo para digestão de alimentos, precisamos de enzimas, sais minerais, vitaminas etc., o que acontece pela mastigação que provoca a autodigestão com liberação de micronutrientes e enzimas do próprio alimento. As bactérias atuam na matéria morta na terra, transformam as macromoléculas em micronutrientes que são absorvidos pelas raízes das arvores. Você não encontrará bactérias pró-bióticas, seja ela qual for participando do metabolismo das árvores a menos que ela esteja morrendo. Perceba que quanto maior a incidência de bactérias em nosso organismo maior o grau de toxinas, de muco, de radicais livres para o corpo se livrar e neste estado realmente ele precisa das bactérias para fazer esta reciclagem e purificar o corpo acelerando o processo de eliminação, caso contrário a pessoa morreria por falência múltipla dos órgãos. Quanto mais limpo o corpo, menos bactérias ele precisa.
Durante as minhas pesquisas com crudivorismo percebi que as pessoas se preocupavam muito com pró-bióticos alimentando com alimentos fermentados para repor a flora intestinal e eu nunca gostei de fermentados porque entendo ser um alimento envelhecido e que podem conter outras bactérias. Para minha segurança queria entender um pouco mais e se realmente alimentos com pró-bióticos, fermentados seria mesmo necessário. No Evangelho Essênio da Paz que considero a Bíblia do crudivorismo eles eram contra qualquer alimento envelhecido e fermentado e pessoas com aquele nível de conhecimento das leis naturais dificilmente poderiam estar enganados. Cheguei a conclusão que eles estavam certos e que o corpo de uma pessoa que alimenta 100% de alimentos crus, alimentos vivos não tem utilidade estas bactérias, o que era o caso deles. Estas bactérias atuam no intestino de quem come cozido ou em misturas complexas onde não há a digestão enzimática. Note que as fezes de quem come cozido ou muitas misturas na mesma refeição são malcheirosas, podres, resultado da atuação destas bactérias, as fezes de quem alimenta cru, alimento vivo o odor é mais sutil resultado de uma digestão por enzimas.
Extraído do Livro Hardware e Software Biológico
Autor: Antônio de Jesus Silva |